A diversidade da música brasileira se une ao rock, ao jazz e ao erudito no violão virtuoso de Victor Ribeiro. Natural do Rio de Janeiro, ele já se apresentou e gravou com respeitados artistas como Hermeto Pascoal, Gabriel Grossi, Paula Santoro, Rafael Vernet, Alice Caymmi, Malía, Fattu Djakité (Cabo Verde), Chal, Pietá, Luisa Lacerda, Diogo Duque (Portugal), Banda Tuim, Scott Hill (EUA) e Pedro Franco, Laura Lenhardt (Alemanha). Em 2014, fundou o quarteto instrumental Relógio de Dalí, onde ao lado de Pablo Arruda, Yuri Villar e Lourenço Vasconcellos conseguiu destaque na cena carioca e em festivais com o repertório do EP autointitulado, de 2015. Com Victor Ribeiro Trio, também ocupou palcos de destaque, como o Blue Note Rio, onde apresentou um tributo a Baden Powell com participação especial de Paula Santoro.

 

Sua estreia solo começou a ganhar corpo em 2016, quando foi um dos vencedores da terceira edição do Concurso Novas, de composições para violão solo contemporâneo com a música “Ronda da Capivara”. O concurso teve como jurados os violonistas mundialmente reconhecidos Marco Pereira, Elodie Bouny, Sergio Assad e Fábio Zanon. No ano seguinte, foi um dos vencedores do Prêmio Mimo Instrumental 2017 com o Relógio de Dalí. 

Ao lado do grande guitarrista israelense Yuval Ben Lior, Victor forma o duo de violões 7 Pra Cigano, que também se destaca na cena instrumental do Rio de Janeiro, tendo se apresentado no Rio Montreux Jazz Festival e em teatros importantes como a Sala Cecilia Meirelles  e Blue Note Rio

 

Ronda da Capivara, álbum de estreia solo de Victor lançado em fevereiro de 2019, traz uma nova linguagem de música instrumental, explorando uma sonoridade contemporânea do violão 7 cordas, repleta de nuances, suingue e improvisação.

 

“Trago aqui minhas principais influências: o violão brasileiro e os ritmos regionais do nosso país, o jazz contemporâneo, o rock e a música erudita. Sim… É uma salada e tanto, mas que nos permitiu uma música bem imagética, intensa e sensorial pra tratar das tais nuances e possibilidades da vida!”, se diverte Victor.

 

Financiado através de uma bem sucedida campanha de crowdfunding, o álbum foi registrado ao lado do baixista Pablo Arruda e do baterista Lucas Fixel, contando ainda com a participação especial do gaitista Gabriel Grossi na faixa "Valsa Cálida". O trabalho traz uma linguagem que busca o clima contagiante de uma apresentação ao vivo com experimentações sobre texturas sonoras construídas em estúdio.

 

“O álbum trata da busca por toda a vida que está aí disponível e sempre florescendo. Mas é também sobre o dever que temos em protegê-la. É um convite a olhar as várias nuances do macro ao micro, do exterior e do interior de nós. É sobre as fases, os ritmos, o tempo, que é simultaneamente fugaz e eterno. É portanto sobre a beleza que há em cada uma dessas coisas… Uma ode a abundância das possibilidades! E para se chegar nesse lugar e contar essas ‘histórias’, este álbum traz também a improvisação como uma ferramenta crucial”, reflete Victor. 

 

O disco foi produzido por Guilherme Marques, responsável por álbuns recentes de Qinho (Qinho Canta Marina), BEL (Quando Brinca) e Biltre (Nosso Amor Vai Dançar) e gravado no estúdio Frigideira. Além desse projeto, Victor se prepara para lançar o primeiro disco cheio da Relógio de Dalí, “Resistência”, e um projeto em quarteto, com Paula Santoro também neste ano. Mas a experiência solo foi algo que o artista levará para seus outros projetos.

 

“Foram 2 dias de gravação com muita entrega e intensidade ali no estúdio Frigideira. O álbum trata de dar vazão às nossas liberdades internas e externas, de dentro de nós mesmos para o mundo. É sobre encorajar-nos e ser quem de fato nós somos. E de proteger, da forma que for preciso, esse direito à essa liberdade. Tudo isso, muito discutido nos ensaios e na vida, transbordava durante o processo de gravação. A conexão era evidente. E o jazz é isso.”